sábado, 22 de maio de 2010

E Vanessa, cadê?

Vanessa partiu de repente. Deixou apenas um bilhete sobre a mesa e uma calcinha rendada no chão do banheiro. O bilhete (tão meigo), dizia: “Bom dia, amor! Te amarei eternamente!”. A calcinha rendada ainda cheirava a sabonete íntimo floral... certamente a esquecera ali. Acontece que os dias foram passando e aquele cheiro floral foi partindo, assim como Vanessa.
Foi há uma semana e ainda não sei por que Vanessa se foi... nem pra onde foi. Vanessa era alma perdida nesse mundo, assim como eu. Nos encontramos numa noite fria, ambos tomando vinho barato numa esquina qualquer. Foi aí que entre conversas e soluços resolvemos nos juntar. Fomos morar sobre o mesmo teto! Pra que eu não sei, acho que era só vontade de não ficar sozinho.
Então moramos, nos amamos e bebemos mais vinho barato em outras noites frias. Estávamos bem e felizes. Nossa vida era movida a sorrisos, macarrão instantâneo e sexo (confesso que selvagem, às vezes!). E claro! Nossa vida era regada a muito vinho de quinta.
Mas então Vanessa partiu de repente e nem disse adeus. Rogo aos céus para que Vanessa volte logo, ou que ao menos me mande um e-mail qualquer dizendo onde escondeu aquela última garrafa de Dom Bosco!

Cadê você, Vanessa?!

4 comentários:

Bruno Silva disse...

Vinho barato em noites frias aquece qualquer desejo. Esse conto tá bom demais. Pena que foi curto igualmente aos contados dias em que Vanessa manteve-se sob o teto do personagem. Aliás, conheço esse personagem?

Lailla. disse...

Que bonito, calouro. Gosto do seu jeito sincero de escrever.

polly disse...

kkkkk...Mário adorei o humor desse texto!

Tamy disse...

Vaneessa apareeça! haishaishau
Adorei! =D