segunda-feira, 19 de abril de 2010

Como dizer?


Agora a criatividade me falta no momento em que mais necessito. Preciso apenas de um empurrão; de um insight qualquer que me mostre a palavra certa pra começar. Depois disso eu posso ver tudo fluir e a caneta deslizar pela folha em branco preenchendo cada espaço vazio.
Falar de amor talvez seja mais fácil quando não se sabe ao certo o que ele é. É só imaginar e fantasiar um sentimento perfeito e uma vida feliz com direito a príncipe encantado, cavalo branco e princesas de olhar gentil.
Mas quando se vive um sentimento assim a situação muda de figura e essa figura ganha um "Q" especial. E o que é especial merece algo mais íntimo e forte, livre de tudo que lembre o senso comum. É por isso que às vezes até mesmo o menino metido a poeta não sabe o que escrever. Ele explode de sentimentos por dentro, mas a linha que liga o coração ao cérebro precisa de tradutores mais eficientes.
Então ele pega a caixinha de recordações e olha as cartas, os bilhetes e a patinha de cabelo roxo e rosa-grená. Vê no álbum aquela foto em preto e branco e vasculha a pasta no celular as mensagens recebidas nos últimos meses.
Recolhe tudo e contempla pensativo enquanto um breve filme é exibido em sua mente. Ele sorri quando percebe que palavra alguma jamais servirá para tal finalidade.

1 comentários:

polly disse...

Nuss,isso foi naquela época???
por acaso vc como sempre se expressou bem demais "menino metido a poeta"rsrs